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Nota de repúdio: Privatização dos Correios fere a soberania nacional

Nota de repúdio: Privatização dos Correios fere a soberania nacional

Brasília, 22/09/2017

 

NOTA DE REPÚDIO

 

Privatização dos Correios fere a soberania nacional

 

Vimos repudiar as declarações dos ministros Henrique Meirelles e Moreira Franco, amplamente divulgadas na imprensa, com a intenção de privatizar os Correios. Sem base técnica e desconsiderando o povo brasileiro, esses comentários representam uma ameaça à soberania nacional e à população brasileira, entregando os serviços postais do País para as mãos do capital financeiro. A estatal é a maior empresa logística e postal da América Latina, com valor de mercado de mais de R$ 20 bilhões, está presente em todos os municípios e é responsável constitucional pela Universalização dos Serviços Postais no Brasil.

Os Correios contam com mais de 350 anos de criação e tem um papel social concebido constitucionalmente. A capilaridade dos Correios é um dos fatores principais de sua relevância social, contribuindo para a integração nacional. Os Correios estão em todos os municípios brasileiros, passando diariamente em milhões de lares de famílias, brasileiras, não sendo somente uma empresa entregadora de cartas, mas principalmente uma instituição que leva a cidadania aos brasileiros. Estes números são uma mostra de que a desestatização da companhia representa a entrega de um patrimônio importante para o desenvolvimento nacional.

A sociedade brasileira refutou a proposta privatizante nas urnas. O serviço postal na quase totalidade do mundo todo é estatal. Porque é um direito do cidadão. Direitos não têm que dar lucro. É obrigação do Estado fornecer e arcar com os custos. É o caso dos operadores postais da Índia e dos Estados Unidos, que em 2014 registraram prejuízos de US$ 868 milhões e US$ 5,5 bilhões, respectivamente.

A diminuição da participação do Estado nas empresas públicas nacionais e a entrega das companhias aos interesses meramente lucrativos acarreta uma pressão tarifária e inflacionária muito alta e desigual. Esta prática já foi comprovada pelas empresas privatizadas no Brasil.

Ora, como se compreender que na busca de resultados positivos a atual Diretoria dos Correios tem realizado um sucateamento generalizado da empresa com cortes irresponsáveis de serviços de manutenção de frota, fechamento de agências, fim da distribuição diária, cancelamento de produtos, demissão de empregados, entre outros como justificativa para o recuperação e manutenção da empresa. Pior, fazendo terrorismo brutal contra os empregados e os próprios clientes, desacreditando a qualidade do serviço dos Correios, forçando a uma precarização e perda de clientes.

Desta forma, a entrega dos Correios ao capital privado e a grupos estrangeiros ameaçará a segurança postal do Brasil, além de causar a desestruturação nas cidades e nas regiões que contam com os serviços prestados pela empresa, de caráter fundamentalmente sociais. A população sofrerá com os absurdos aumentos nas tarifas e toda a insegurança trazida pela administração do setor postal nas mãos dos interesses do setor privado.

Por tudo isso, pela população brasileira, os Correios devem continuar a ser públicos. A saída é diversificar as atividades, como o mundo todo tem feito. Não fechar agências. Não demitir trabalhadoras e trabalhadores. Não cortar direitos como as férias. A população não quer privatização.

Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Correios

 

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